sábado, julho 13, 2024

Formação para jovens com altas habilidades chega a mais de 1,1 mil inscritos

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O processo seletivo para as inscrições no curso de programação da Alpha EdTech, escola de formação acelerada, atingiu a marca de 1.170 inscritos na última semana. Com inscrições abertas até o dia 31 de julho, sem previsão de prorrogação, o programa oferece aulas de desenvolvimento de software (Python, Javascript e bancos de dados), IA (inteligência artificial), segurança da informação, preparação em soft skills (inteligência emocional, gestão de tempo, entre outras habilidades) e inglês técnico. Depois de formados, os jovens são encaminhados para empresas parceiras, como CloudWalk, Johnson & Johnson, Bayer e Deep ESG, para funções como estagiário ou programador júnior.

Criada em 2021 pelo Instituto Alpha Lumen com apoio institucional da Fundação Brava, Fundação Behring e do Instituto Stone, a Alpha EdTech é uma ONG voltada para jovens com altas habilidades em situação de vulnerabilidade social. A empresa seleciona talentos de baixa renda de todo o Brasil que tenham vocação para carreira no setor de tecnologia. Com cinco edições, o processo seletivo já teve mais de 50 mil inscritos.

A formação dura 18 meses e é dividida em três ciclos: no primeiro, o aspirante se dedica a oito horas de estudos diários. No segundo, são quatro horas de estudos e outras quatro com aprendizado em uma empresa parceira. . Já no terceiro ciclo, opcional, o aluno passa seis horas trabalhando para a empresa que patrocinou o curso e, nas outras duas, atua como mentor de novas turmas do programa no Instituto. Durante todo o programa, que é online, os aspirantes recebem, além da bolsa de estudos, uma bolsa-auxílio mensal de R$ 1.100, oferecida pelas empresas que apoiam o programa por meio de doações com dedução no IR (Imposto de Renda).

De acordo com Nuricel Aguilera, fundadora do Instituto, o programa é mais do que uma formação de profissionais na área de tecnologia —e, sim, um meio de transformar a vida destes jovens.

“Nós queremos preparar esses estudantes com altas habilidades e dar oportunidades a esses talentos invisíveis, ao mesmo tempo em que trabalhamos para oferecer às empresas de tecnologia profissionais de grande qualidade e com um grande futuro pela frente. Nosso foco é dar a eles a chance de estarem no mercado de trabalho e de ocuparem cargos de destaque, independentemente da condição social em que vivem”, afirma Aguilera.

A alta capacidade de trabalho com que saem os alunos formados é comprovada pela expressiva taxa de efetivação nas empresas: 97% dos participantes das cinco turmas foram contratados. Os que não são efetivados estão no banco de talentos do Instituto.

A oportunidade de uma formação proporcionou uma mudança significativa na vida de Rodolfo Alves, de Riachão do Bacamarte, na Paraíba. Com 32 anos de idade, ele foi contratado pela Stone, o que lhe permitiu realizar o sonho de reformar a casa onde vive com sua mãe e avó.

“Acho incrível poder não apenas fazer parte deste projeto e ingressar em uma grande empresa, mas também participar ativamente de iniciativas como a monitoria no Instituto. Poder ajudar aqueles que nos sucedem a percorrer o mesmo caminho, a iniciar essa nova jornada, é muito gratificante”, comemora Alves.

História semelhante vive o cearense Elias David. O jovem de Viçosa, interior do Ceará, participa do programa e já está trabalhando na empresa CloudWalk. “Estou muito animado e ansioso para poder aprender mais sobre programação e a dinâmica de uma empresa do ramo. Espero desenvolver-me tecnicamente e pessoalmente durante esta experiência e também desejo poder contribuir com a empresa parceira que está proporcionando esta oportunidade”, comenta David.

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