sábado, julho 13, 2024

A tecnologia como aliada do planeta pelo “Carbono Zero”

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O aquecimento global revela a todos nós, todos os dias e em todas as partes do mundo, movimentações climáticas jamais vistas. Por isso, é preciso que as empresas, dos mais diversos segmentos, proponham alternativas para minimizar os impactos e colaborar com o que conhecemos como “descarbonização”. E como o setor de tecnologia pode fazer a diferença nesse cenário?

Engana-se quem associa apenas a matriz energética global como a única responsável por essa árdua missão. É claro que a mudança da emissão de combustíveis fósseis para renováveis é fundamental e representa uma porcentagem gigantesca da despoluição do planeta, mas existem outros setores que também podem fazer a diferença, como o tecnológico.

Imagine a complexidade de construir todo um sistema digital de uma empresa, desde qualificação de profissionais até custo de equipamentos e manutenção de estruturas. Com o propósito de ser uma alternativa a esse dilema, nasceu o Hardware as a Service (HaaS), com a proposta de possibilitar às empresas alugarem equipamentos como um serviço ao invés de comprá-los. Essa movimentação reduz custos e moderniza o parque tecnológico com controle, economia e eficiência. É o uso de inovação digital também para favorecer o meio ambiente.

Mais do que isso: outra proposta, dentro de HaaS, que já existe no Brasil, é o Refurbished Hardware as a Service, ou RHaaS. Essa ideia reaproveita equipamentos e oferece aos clientes a possibilidade de utilizarem as máquinas revisadas com vantagens de preços mais competitivos. Com RHaaS, deixamos de consumir recursos naturais e diminuímos a redução de resíduos sólidos, sem deixar de lado a qualidade e a disposição de assistência técnica. A solução permite às empresas conseguirem valores até 40% menores do que na aquisição de equipamentos novos na mesma modalidade de locação.

E como aplicar a descarbonização nesse caso? Uma saída estimulada no Brasil, o sexto maior emissor global de gases do efeito estufa e que busca soluções de minimizar os impactos, é a compra de créditos de carbono. E estamos falando de um mercado bilionário: as receitas podem gerar US$ 100 bilhões ao País até 2030, segundo levantamento da representação brasileira da Câmara de Comércio Internacional (ICC Brasil). O mesmo estudo prevê que esse valor deve triplicar até 2050. É um mercado com muito potencial e as empresas que se aprofundarem nesse movimento têm muito a ganhar, especialmente no fortalecimento das práticas sustentáveis.

No levantamento mais recente, divulgado em novembro passado e tendo como base o ano anterior, o Brasil reduziu em 8% as emissões de CO2 em 2022. Mas ainda é pouco para o que precisamos. Ao mesmo tempo, o País possui uma potência gigantesca para ser um promotor de economia verde no planeta. Mas, para isso, é necessário comprometimento e investimentos. E as empresas podem dar um grande passo a partir da infraestrutura tecnológica.

Relatório da PwC, importante instituição com atuação global, conclui que os próximos anos serão marcados por esforços globais de descarbonização para limitar o aquecimento do planeta, com os créditos de carbono ganhando cada vez mais protagonismo. O Brasil, reconhecido por sua natureza abundante, tem potencial de suprir parte da demanda mundial por créditos, tendo a regulação desse mercado como passo vital ao País. Cabe às empresas mais atentas acompanhar esse movimento desde o início.

Iniciativas de mapeamento, compensação e redução da pegada de carbono são extremamente necessárias. E, como caminhos, podemos mencionar o HaaSZeroCarbon, que compensa todo carbono gerado pela locação e utilização dos equipamentos de tecnologia pelos usuários. Através dele, é possível efetuar a compra equivalente de créditos de carbono a serem investidos em projetos de redução de desmatamento e conservação das florestas.

Rodrigo Guercio, Vice-presidente de Mercado Corporativo e Grandes Contas da Positivo Tecnologia, líder do HaaSZeroCarbon, projeto pioneiro no Brasil.

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