sábado, julho 13, 2024

São Paulo implementa projeto para tornar espaços verdes mais inclusivos

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Reconhecendo a importância de espaços públicos inclusivos, o Programa da ONU para os Assentamentos Humanos, ONU-Habitat, e a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente do município de São Paulo lançaram a iniciativa Viva o Verde SP. A colaboração tem como objetivo avaliar e melhorar a acessibilidade dos parques em São Paulo, incorporando as perspectivas de pessoas como Rafaela.

Uma ferramenta de avaliação do espaço público em toda a cidade, parte do Programa Global de Espaço Público da ONU-Habitat, foi usada para avaliar mais de 100 parques em São Paulo de outubro a dezembro de 2023. Os pesquisadores visitaram parques urbanos, lineares, à beira-mar e naturais para realizar observações detalhadas da estrutura de cada parque. O estudo teve como objetivo verificar a situação dos parques municipais no nível da cidade e das regiões administrativas relacionadas, levando em conta aspectos espaciais, sociais e ambientais.

Com base nos resultados do estudo, o projeto identificou prioridades de intervenção, incluindo a criação de mecanismos de monitoramento e controle para a gestão de parques, a fim de expandir o potencial dos parques urbanos como espaços sociais e promover a biodiversidade.

“As ferramentas que estamos aplicando em São Paulo priorizam a acessibilidade universal nos espaços públicos”, destaca Jordi Sánchez-Cuenca, Coordenador de Programas da UN-Habitat.

“O projeto fortalece a abordagem intersetorial na implementação e gestão dos parques municipais, integrando meio ambiente, inclusão, acessibilidade, lazer, saúde, segurança e governança democrática.”

Aluno com deficiência em uma quadra esportiva no Brasil.© UNICEF Brazil Aluno com deficiência em uma quadra esportiva no Brasil.

Abordagem participativa e consultas

Por meio de consultas e entrevistas com quase 5.000 participantes, os pesquisadores de campo revelaram o uso e a importância dos espaços verdes de São Paulo para os moradores locais.

“Essa troca foi inestimável”, diz Joana Darc Rosalvo, participante do Viva o Verde SP, cuja filha Vitória sofre de paralisia cerebral espástica. “Estar nos parques dá uma sensação de liberdade, de respirar um ar mais puro. É maravilhoso. Normalmente não vamos a parques por questões de acessibilidade. O que tornou esse intercâmbio ainda mais especial para nós foi a oportunidade de esclarecer o mundo das pessoas com deficiência para outras pessoas.”

Os dados e o conhecimento coletados culminarão em um relatório de avaliação dos espaços públicos da cidade, a ser lançado em julho de 2024.

“Com o apoio da ONU-Habitat por meio do Viva o Verde SP, os parques de São Paulo passarão por melhorias que permitirão que Rafaela, Joana, Vitória e outras pessoas visitem todos os parques de São Paulo com segurança”, diz Jordi Sánchez-Cuenca.

Diversidade e participação da comunidade

Além da avaliação dos parques, o Viva o Verde SP envolve análises aprofundadas de dez espaços selecionados, o desenvolvimento de planos de gerenciamento e a promoção de inovações financeiras para a manutenção de áreas verdes públicas. A iniciativa enfatiza muito a participação da comunidade – um aspecto essencial para abraçar a diversidade.

“Todos os dias, lutamos para não nos deixarmos diminuir, para mostrar que sabemos do que estamos falando. Quando alguém está disposto a nos ouvir de verdade, vemos como a escuta ativa muda sua perspectiva. Não recuamos. Toda vez que enfrentamos um desafio, Vitoria e eu nos lembramos do que essas batalhas representam. E estamos aqui para vencê-las”, diz Joana. As informações são da ONU News, com a reportagem da ONU-Habitat.

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