quinta-feira, junho 20, 2024

Adoção do DOF é essencial para proteger as florestas

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À medida que o mundo se volta para soluções mais ecológicas, as construções em madeira emergem como um símbolo da construção sustentável. Na França, país anfitrião dos próximos Jogos Olímpicos, essa tendência ganhou destaque. Comprometida com a neutralidade de carbono até 2050, o país europeu determinou que 50% dos materiais usados em construções públicas sejam naturais ou de base biológica, como a madeira. Um exemplo notável dessa mudança é a vila olímpica, erguida predominantemente com madeira, estabelecendo um novo padrão de sustentabilidade.

A adoção da madeira na construção civil é impulsionada por seus benefícios ambientais, estéticos e estruturais. Em todo o mundo, vemos exemplos inspiradores: de Vancouver (Canadá) ao HoHo Tower em Viena (Áustria), passando pelo Mjøstårnet, em Brumunddal (Noruega), construções em madeira estão redefinindo o panorama urbano com sua elegância e consciência ambiental. Nos Estados Unidos, diversas cidades estão seguindo o exemplo, aderindo à construção com materiais sustentáveis para edifícios comerciais e residenciais.

Rodrigo Chitarelli – foto Divulgação

De acordo com Rodrigo Chitarelli, diretor-presidente da CRAS Brasil, o uso da madeira na construção é um movimento irreversível e que está ganhando cada vez mais apoio global. No Brasil, consumidores, arquitetos e empresas de construção estão se desfazendo de alguns mitos sobre o material e reconhecendo os diversos benefícios que ele traz, tanto na estrutura quanto para o meio ambiente. “Mas não adianta o consumidor ou o arquiteto comprar a madeira sem solicitar os documentos de origem florestal, sob o risco de levar para casa ou para a obra um produto que provém de desmatamento. Precisamos criar no mercado a cultura de sempre solicitar essa garantia, que certifique que estamos protegendo as nossas florestas”, destaca.

O Documento de origem florestal (DOF)

Na hora de comprar um produto de madeira, é crucial pedir os documentos que indicam a rastreabilidade da cadeia produtiva, que comprova a origem e certificação, garantindo que o produto foi obtido através de práticas sustentáveis do ponto de vista ambiental, social e econômico.

No varejo ou no atacado, tanto o consumidor final quanto a pessoa jurídica – como arquitetos e empresas de construção civil – precisam exigir que na nota fiscal conste do DOF (Documento de Origem Florestal), comprovando que aquele produto faz parte de um projeto verde. O consumidor que não solicita essa informação pode estar comprando algo ilegal, que prejudica o meio ambiente e toda a sociedade.

Chitarelli explica que todas as notas dos produtos comercializados pela CRAS Madeira possuem o DOF, uma vez que a matéria-prima utilizada vem de florestas certificadas ou de origem controlada, e todo o percurso da madeira é rastreado até chegar ao consumidor, controlando toda a cadeia produtiva. No caso da CRAS Madeira, a indústria é certificada pelo FSC (Forest Stewardship Council) e todas as operações são monitoradas pelo IBAMA, pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS).

Descontruindo mitos

Ao optar por uma madeira responsável, o consumidor está ajudando a manter a floresta em pé e contribuindo na luta contra o desmatamento ilegal. O Manejo Florestal Sustentável em Florestas Públicas Federais e em unidades de conservação instituídas pela união é autorizado pelos institutos oficiais, que determinam quais unidades arbóreas poderão ser exploradas, e, normalmente, são selecionadas as mais antigas, com o objetivo de abrir espaço e facilitar o crescimento das mais novas. Essa prática segue o conceito de exploração de impacto reduzido, reunindo práticas de conservação que asseguram sua renovação e manutenção, baseado em três princípios essenciais do mundo atual: ser ecologicamente correto, socialmente justo e economicamente viável.

A produção da CRAS Brasil, localizada no Pará, trabalha com espécies nativas como ipê, Maçaranduba, Jatobá, Cumaru, Tauari e Angelim-Pedra. Elas são originárias de uma área inferior a 10 mil hectares no estado, mas que protegem cerca de 200 mil hectares de vegetação nativa, que cobre de verde um espaço superior a todo o município de São Paulo.

Ao considerar seu ciclo natural, a extração legal e certificada de madeira respeita a maturação da natureza e não destrói a floresta. O corte é realizado apenas nas unidades autorizadas, obedecendo a fase de crescimento e promovendo a renovação. As árvores não morrem, voltam a se desenvolver e absorver carbono da atmosfera em um processo de melhoramento que ajuda, inclusive, a combater os efeitos das mudanças climáticas. A extração é dividida em áreas com dezenas de ciclos anuais, respeitando a natureza e dando tempo para a mata se recompor, mostrando que é possível produzir e preservar ao mesmo tempo.

Importante ressaltar que, no Brasil, as concessões florestais são de 30 anos e, por hectare, são tirados 30 m3, sendo que a floresta cresce por ano cerca 1 m3. Assim, é possível concluir que a extração responsável respeita o ciclo natural da floresta e tem impacto zero, permitindo que ela se regenere nesse período.

A eco-responsabilidade está no centro da atenção da CRAS Madeira, que está constantemente procurando maneiras de explicar para todos que o consumo da madeira legal é a forma mais efetiva de controlar o aquecimento global e promover o desenvolvimento sustentável.

A empresa tem paixão por trabalhar com um produto de fonte infinita e que é uma das principais soluções para questões globais urgentes. Essa é a forma de contribuir para um mundo mais sustentável.

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