quinta-feira, junho 20, 2024

O grande desafio do Brasil na Amazônia é de logística”, alerta senador

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Ao participar da edição Brasília da Conferência Diálogos Amazônicos, promovido Fundação Getúlio Vargas (FGV), com a apoio do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (CIEAM), o senador Eduardo Braga (MDB-AM) fez um alerta sobre o grande desafio que o Brasil precisa enfrentar na Amazônia: a logística.

“Há um relatório divulgado pelo Banco Mundial que mostra que o impacto no crescimento da Amazônia, em função da logística, é de nada menos, nada mais do que 35% de crescimento do PIB. Isso é geração de emprego e renda na veia do povo da Amazônia. E é fundamental não apenas para os centros urbanos, as grandes capitais da região como Manaus e Belém, mas principalmente para a interiorização do desenvolvimento econômico. Portanto, a logística é um dos desafios que precisamos enfrentar na Amazônia”, defendeu Braga.

Em sua mesa de debates “Desafios da Amazônia”, o senador também tratou do impacto da Reforma Tributária na Zona Franca de Manaus, a importância dos investimentos em logística na Amazônia e o papel primordial do bioma para o desenvolvimento do Brasil. Braga ainda tratou da importância da construção de uma política que garanta o equilíbrio social, econômico e ambiental. Além do estímulo às inovações tecnológicas essenciais ao desenvolvimento sustentável da região.

De acordo com o senador do Amazonas, os desafios são gigantes e o Estado passa por desafios econômicos, desafios sociais e os impactos ambientais. Mas, quando fala se da questão econômica e a Zona Franca de Manaus, a primeira coisa que vem à cabeça é o desafio da reforma tributária. 

Braga destacou a mobilização da bancada do estado para assegurar que os projetos de lei que vão regulamentar a reforma tributária, e já estão em tramitação na Câmara, preservem as conquistas do Amazonas garantidas durante a tramitação da proposta de emenda constitucional.

Comercialização do carbono

Outro desafio, na visão do parlamentar, é a questão ambiental na Amazônia e um dos possíveis fatores que pode alavancar a economia e as questões sociais da região. Para isso, é preciso que a lei de comercialização do carbono seja aprovada no país. O Senado já aprovou a lei, mas falta receber o aval da Câmara.

“Nós estamos com uma agenda muito forte no Senado para tentar, até o recesso do mês de julho, aprovarmos a finalmente a lei de comercialização do carbono para que o Amazonas e Amazônia a fim de que o Brasil chegue na COP-30 – conferência do clima que acontecerá em Belém, no Pará, em novembro de 2025.

Aliás, a conselheira do CIEAM, Rebecca Garcia, que estava compondo a mesa, perguntou ao senador se o Brasil, como anfitrião da COP-30 está preparado para receber o grande evento internacional, inclusive com propostas e soluções para a crise climática mundial.

Braga respondeu: “A forma de nós sermos protagonistas na COP-30, é se tivermos uma visão moderna mais elaborada e sofisticada para sairmos da posição de acusados para a posição de protagonistas”

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