quinta-feira, junho 20, 2024

Preocupação com padrões de consumo e consciência ambiental se tornam grandes apostas de investimento

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O Brasil é um dos maiores consumidores de plástico do mundo, um relatório da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) aponta que, em 2022, cada brasileiro produziu cerca de 64 quilos do material. Porém, o a consciência ambiental e a preocupação com padrões de consumo têm ganhado cada vez mais destaque e datas, como o Dia Nacional da Reciclagem, comemorado em 5 de junho, reforçam a importância do reaproveitamento de resíduos e levanta o questionamento sobre a nossa relação com o lixo que produzimos.

Padrões de consumo estabelecidos na sociedade possuem grande influência na alta quantidade de lixo produzida pelos seres humanos. Consumir água mineral em garrafas plásticas descartáveis, por exemplo, é um hábito danoso ao levarmos em consideração a dificuldade do processo de reciclagem do material.

Questionando esse modelo tradicional, o empresário Gregório Machado decidiu criar a DANE-SE, uma marca de água mineral em lata. “Nós queremos trazer inovação não apenas oferecendo o produto mais saudável e consumido do planeta em uma embalagem 100% reciclável, mas também mudar na maneira que o cliente consome esse item”, afirma.

O empresário investiu 150 mil reais na criação da empresa, adquirindo um lote mínimo de 3.000 unidades de água mineral sem gás. Para sua surpresa, o estoque esgotou em poucos dias, tornando-se a água mais vendida na Amazon Brasil.

A aposta em um marketing ousado fez diversos usuários das redes sociais questionarem a maneira como fazem o consumo do plástico em seu dia a dia, e fez a DANE-SE se consagrar como a marca de água brasileira mais seguida das redes social, despontando entre grandes nomes mundiais, como: Fiji, Liquid Death, Evian, Voss e Sanpellegrino.

E as expectativas da empresa de água em lata aumentaram. Recentemente, a DANE-SE recebeu um aporte de R$ 500 mil para fabricação de seu segundo lote de produtos, e projeta um faturamento de R$ 150 mil no primeiro mês. O resultado possibilitará a fabricação de um lote ainda maior para o segundo semestre, visando alcançar um faturamento de 3 milhões de reais no primeiro ano de operação.

“O sucesso de vendas do nosso primeiro lote nos surpreendeu e demonstrou o potencial de uma nova marca disruptiva em um mercado tão tradicional. Temos grandes expectativas para esta nova fase e acreditamos que em breve nos tornaremos referência nacional no mercado de bebidas”, afirmou Machado.

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