sexta-feira, junho 21, 2024

América Latina investe na digitalização para otimizar o consumo de água e energia

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Segundo dados da ONU, projeta-se que até o ano de 2035 o consumo mundial de energia aumentará em 35%, o que acarretará um incremento de 85% no consumo de água. Isso se deve, principalmente, ao crescimento populacional, à melhora da qualidade de vida e à escassez do fornecimento hídrico como consequência dos efeitos das mudanças climáticas.

Essa situação tem levado países e empresas da América Latina a priorizarem a otimização de recursos para uma produção sustentável. Segundo o relatório “Fostering Effective Energy Transition 2023 Edition”, do Fórum Econômico Mundial, dos 120 países, 113 progrediram ao longo da última década na transição para a sustentabilidade, destacando-se na primeira metade da lista Brasil (14º), Uruguai (23º), Costa Rica (25º), Chile (30º), Paraguai (34º), Colômbia (39º), El Salvador (47º), Panamá (51º) e Peru (53º).

Segundo o wspecialista em Sustentabilidade da Rockwell Automation, Tadeo Rodríguez, diversas iniciativas tem sido realizadas na região a fim de reduzir o consumo de energia, além de outras ações relacionadas ao meio ambiente, como captura de carbono, hidrogênio verde, sistemas de armazenamento de energia, novas plantas de água potável, produção de biocombustíveis e energia geotérmica.

“Todos esses projetos têm uma rota crítica de execução, impulsionada pelo mercado e pelas regulamentações que já estão presentes em várias regiões. O esperado é que avancem nos próximos anos, refletindo o interesse das indústrias em otimizar suas infraestruturas e o conceito de seu modelo de negócios”, explica.

Quanto aos recursos hídricos, Rodríguez indica que também há um aumento de projetos de plantas dessalinizadoras em regiões onde esse recurso é escasso, tanto para uso industrial quanto para consumo humano. “Adicionalmente, há uma quantidade significativa de projetos focados na purificação adequada das fontes de água potável”, complementa.

O especialista destaca, ainda, a transformação significativa que vem ocorrendo na indústria, desde o design dos produtos, até a operação e a cadeia de suprimentos. “Estamos observando avanços acelerados na otimização de processos e na utilização de menos recursos para a produção. Por exemplo, com o uso de controle avançado e Inteligência Artificial, é possível reduzir as emissões globais de 5 a 10%, conforme estudo da BCG”, afirma Rodríguez.

Oportunidades para a produção sustentável

Tanto a tecnologia, quanto a automação tornaram-se ferramentas relevantes para impulsionar uma maior eficiência nos processos operacionais das indústrias. É o que confirma o relatório “The Digital Utility Plant: Unlocking value from the digitization of production”, da Capgemini, que destaca como a digitalização pode levar a uma redução de 27% nos custos e uma diminuição de 5% nas emissões de carbono associadas à produção de energia.

Nesse contexto, Rodríguez enfatiza que é crucial lembrar que a sustentabilidade deve ser um motor de aprimoramento para a sociedade como um todo. “Avançar nessa direção implica o uso inteligente dos dados, a melhoria contínua dos processos, o fortalecimento da cibersegurança e a proteção das pessoas nas plantas industriais. Esses fatores, em conjunto, constituem várias das dimensões presentes na sustentabilidade”, acrescenta.

Por fim, ele destaca o compromisso da Rockwell Automation com relação à rota de melhoria que as empresas adotaram. “Como empresa tecnológica, temos uma responsabilidade fundamental nesse processo ao apoiar indústrias estabelecidas e emergentes, pois contamos com recursos tecnológicos e ferramentas para gerar um impacto duplo, no qual se otimizam os recursos e se incrementa a produtividade”, conclui.

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