quarta-feira, maio 22, 2024

Transparência ESG: a pedra angular para a sustentabilidade corporativa

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Ações de responsabilidade ambiental, social e de governança já são adotadas por sete em cada dez empresas brasileiras, conforme dados da Amcham Brasil. Na era da informação, a transparência emerge como uma pedra angular para a sustentabilidade dos negócios. É imperativo explorar a interseção entre os indicadores ESG e a transparência, que, ouso dizer, não é apenas um requisito regulatório, mas uma ética corporativa que impulsiona a confiança dos stakeholders.

Os indicadores são instrumentos poderosos para mensurar o desempenho da empresa em áreas cruciais. Ambientalmente, avaliam o impacto das operações no ecossistema. Socialmente, examinam as relações com funcionários, parceiros e comunidades. Em termos de governança, analisam a estrutura de liderança e políticas internas. Ao integrá-los, organizações podem fornecer uma visão holística do compromisso com a sustentabilidade e promover a cultura de transparência.

A divulgação de práticas ESG promove a accountability – prestação de contas, em tradução livre – e permite que partes interessadas avaliem o desempenho da empresa de forma objetiva. Prova disso, de acordo com a consultoria EY, é que 99% dos investidores utilizam divulgações ESG para decidir se investem ou não em uma empresa. Além disso, é um incentivo à inovação contínua, visto que fornece insights valiosos para a identificação de áreas de oportunidade e de risco.

Mas a transparência é, de fato, o diferencial competitivo no mercado financeiro. Só ela pode proteger empresas de potenciais crises de reputação e litígios, aumentando a resiliência financeira a longo prazo. Em pesquisa recente, a PwC revela que 98% dos investidores do Brasil acredita que há informações falsas nos relatórios divulgados pelas empresas sobre ESG – porcentagem acima da média global de desconfiança, de 94%.

Dinheiro à parte, falamos também sobre propósito. Empresas transparentes e socialmente responsáveis têm impacto positivo na sociedade. Práticas sustentáveis contribuem para a mitigação de problemas sociais, como desigualdade, injustiça ambiental e exclusão social. A transparência ESG pode, ainda, influenciar outras empresas a seguirem o exemplo, criando um efeito cascata que promove a sustentabilidade em escala global.

Em linhas gerais, empresas que priorizam a transparência ESG não apenas fortalecem a posição no mercado, mas também contribuem para um mundo mais justo, equitativo e resiliente. Portanto, líderes empresariais, reconheçam a importância da transparência e incorporem os princípios ESG em suas estratégias corporativas – para ontem. Somente assim poderemos construir um futuro em que lucro e propósito coexistam harmoniosamente.

Vanessa Pires, especialista em ESG e CEO da Brada.

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