quarta-feira, maio 22, 2024

Inovar ou desaparecer? Como os ecossistemas de consumo podem nortear o futuro de um negócio

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Na era digital atual, as empresas encontram-se na encruzilhada entre inovar ou desaparecer. O progresso tecnológico, que – como sempre – avança a passos largos, traz novas oportunidades, mas também desafios que podem determinar o sucesso ou fracasso de um negócio do dia para a noite. Nesse panorama, um conceito-chave que pode inspirar estratégias bem-sucedidas é o de “ecossistemas de consumo”. Este conceito é baseado no que aprendi em “The Future of Competitive Strategy: Unleashing the Power of Data and Digital Ecosystems” de Mohan Subramaniam – uma excelente leitura, por sinal.

Um ecossistema de consumo é uma rede digital em que diversas ferramentas e serviços valorizam produtos físicos e digitais. Imagine um smartphone valorizado pelos aplicativos que suporta, que se conectam com serviços online, formando uma rede rica e interconectada de serviços digitalizados em cima de um hardware que antes seria impensável. A integração e compartilhamento de dados contínuos é central nesse contexto.

Temos exemplos práticos de Ecossistemas de Consumo desenvolvidos que têm contribuído com as marcas na construção de ecossistemas de consumo poderosos. Um exemplo notável é o Premmia, produto da Vibra Energia (VBBR3) – , antiga BR Distribuidora. Este robusto programa de fidelidade dos postos Petrobras evoluiu para um “superapp” que incorpora constantemente novos produtos e serviços conectados ao cliente e seus automóveis. Outro exemplo é o app TFSports, da Track&Field (TFCO4), que habilita a criação de um ecossistema de consumo de wellness que estende o modelo de negócios de moda esportiva muito além das roupas, envolvendo aulas, corridas, os atletas e seus trainers numa rede interconectada de serviços e experiências – e todas as trocas econômicas que essa sopa primordial permite.

            A Mesa faz uso de ferramentas e métodos inovadores, como o Innovation Sprint, que podem contribuir para a construção e evolução de produtos digitais e ecossistemas de consumo ao redor destes, quando isso é aplicável. O Innovation Sprint é uma jornada de descoberta, que leva nossa equipe e os clientes a um profundo entendimento do negócio, e seu processo combina várias metodologias de design para definir claramente os objetivos do produto, identificar o público-alvo, e compreender as necessidades e desejos dos consumidores, além de considerar fatores internos e externos ao negócio e ao seu ecossistema.

            Durante o Innovation Sprint, realizamos uma série de atividades que podem incluir pesquisa de mercado (Desk Research), entrevistas com usuários e stakeholders (Pesquisas e Entrevistas), e análise de alternativas para ampliar novas funcionalidades do produto. Essas etapas são fundamentais para estabelecer objetivos claros e focar no consumidor central, incorporando feedback constante para obter insights valiosos. Este processo não só ajuda a definir a direção do produto, mas também garante que ele esteja alinhado com as necessidades do mercado e as expectativas dos consumidores de maneira consistente no tempo – afinal, tudo muda, e precisamos mudar junto.

Na era digital, as empresas devem se adaptar e evoluir constantemente. Ao entender os ecossistemas de consumo e empregar métodos como o Innovation Sprint, negócios podem assegurar sua relevância e sucesso contínuo no mercado. Este processo não apenas define a direção do produto, mas também permite que ele esteja em sintonia com as dinâmicas do mercado e as expectativas dos consumidores, essencial para a construção de ecossistemas de consumo eficientes e duradouros.

André Araújo, sócio e Head de Inovação da Mesa.

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