sexta-feira, maio 17, 2024

O que é o S do ESG na prática –Benefícios de se investir no Social

Compartilhar

De acordo com um estudo recém divulgado pela Data Makers, em parceria com a Liga Ventures, maior rede de inovação aberta da América Latina, sobre Líderes de Negócios, para 94% dos executivos brasileiros entrevistados, as práticas de ESG (do inglês, Ambiental, Social e Governança) são extremamente importantes para o futuro das empresas. 

Em relação aos benefícios, para 85%, o investimento em sustentabilidade afeta positivamente a imagem da marca, enquanto que, segundo 65%, está relacionado diretamente com a reputação corporativa, já para outros 59%, há uma melhora na gestão da empresa, enquanto outros 35% afirmaram haver maior retenção de talentos. 

Para falar sobre a importância de se investir em práticas de ESG voltadas para o social, conversamos com x especialistas:

Invista em educação corporativa

Segundo estudo da The Association for Talent Development (ATD), companhias que investem em programas de treinamentos personalizados para seus colaboradores registram um crescimento de 218% na produtividade e atingem margens de lucro até 24% maiores. Para Vivian Tenuta, Head of Human Resources LATAM da Corning, uma das líderes mundiais em inovação da ciência de materiais que desenvolve produtos para as áreas de comunicações ópticas, eletrônicos móveis de consumo, tecnologias para displays, automóveis e ciências da vida, é importante entender que os benefícios dessa iniciativa vão além do aumento de receita e eficiência dos times, pois ajudam também com a reputação das empresas perante os funcionários. “As empresas que investem em educação corporativa, além dos ganhos em produtividade e de ter uma equipe mais qualificada e pronta para lidar com novos desafios, também mostram para os colaboradores que estão preocupadas com o seu crescimento pessoal – o que chama a atenção do mercado e, consequentemente, ajuda na atração de novos talentos”, analisa Vivian.

Apoio às startups de impacto social

Fomentar o ecossistema de empreendedorismo voltado a negócios de impacto socioambiental está relacionado diretamente às práticas de ESG. Nesse sentido, Ana Hoffmann, Coordenadora do InovAtiva de Impacto Socioambiental pelo Impact Hub, reforça que, além de atuar nessa frente, é essencial se relacionar com outros atores que também estejam engajados nessa causa. “Uma questão fundamental do ‘S’ é ter uma cadeia de fornecedores e parceiros que reverberam o que você, como empresa, acredita ser importante. Nesse sentido, a atuação da startup não vai só até o que ela entrega como serviço/produto, mas também com a cadeia de pessoas que ela está se relacionando”, pontua. “Hoje, existem diversas iniciativas que apoiam as startups a se desenvolverem como verdadeiros negócios de impacto. Isso acaba beneficiando não apenas o negócio em si, mas toda a sociedade”, finaliza. 

Fomento à moda para “corpos reais”

O segmento fashionista é um dos mais tradicionais da sociedade. A fim de trazer mudanças e gerar impacto social e inclusão, Cíntia Maria Félix, Palestrante, Professora e Fundadora da startups AZ Marias, reforça que a indústria fashion deve dar mais atenção às modelagens para o corpo da “mulher real”, sobretudo a mulher negra. “Sem dúvidas, o segmento tem muito espaço para novas ideias e tendências, incluindo questões de inclusão social. Além disso, a indústria têxtil deve levar em consideração a diminuição de resíduos e descartes têxteis”, pontua. Para revolucionar o mercado, desenvolveu a startup AZ Marias, com criações que dialogam streetwear e moda afrobrasileira, unindo ancestralidade africana e estilo urbano.

O papel das marcas em causas emergenciais

Com as enchentes recorrentes no Brasil e outras crises humanitárias, as pessoas têm aderido a iniciativas de solidariedade para ajudar aqueles que sofreram com perdas de móveis e mantimentos. Com isso, muitas empresas e pessoas influentes têm tido um papel fundamental, pois tem sido por meio delas que essas causas vêm ganhando visibilidade e força. “As empresas e os influenciadores têm utilizado a sua popularidade e os seus recursos financeiros para ajudar a comunidade a se reerguer, promover iniciativas sociais, criar uma corrente do bem e impactar milhares de vidas. Por meio das plataformas online, as companhias podem criar campanhas de arrecadação online de fundos, fortalecer parcerias e colaborar com organizações e grupos que estão trabalhando em prol dessas causas emergenciais, facilitando acesso a esse grupo”, afirma Luiz Felipe Gheller, CEO e fundador do Vakinha, o maior site de arrecadações da América Latina.  

Leia Mais

Outras Notícias