sexta-feira, maio 17, 2024

Plano plurianual do Grupo Banco Mundial fortalecerá parceria de desenvolvimento com o Brasil

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Uma economia mais produtiva, inclusiva e verde está no centro da nova parceria estratégica entre o Grupo Banco Mundial (GBM) e o Brasil, endossada na semana passada e publicada nesta quarta-feira,17, pelo Conselho de Diretores da organização. O plano para o período 2024–2028 norteará o trabalho conjunto do Grupo para promover um desenvolvimento inclusivo e sustentável, ao mesmo tempo que combaterá as mudanças climáticas no país.

Desenvolvido em estreita articulação com o governo brasileiro e outras partes interessadas, o plano estratégico apoia as prioridades de desenvolvimento do Brasil estabelecidas em seu Plano Plurianual (PPA) 2024–2027 e em seu Plano de Transformação Ecológica (PTE). Também leva em consideração as ambições do setor privado brasileiro no sentido de melhorar o ambiente de negócios do país e ajudar as empresas a se destacarem no cenário global.

“O objetivo geral da estratégia é ajudar o Brasil a construir uma economia mais produtiva, mais inclusiva e mais verde, incluindo na Amazônia e em outros biomas importantes, ao mesmo tempo que apoia, de forma sistemática, a governança institucional e a redução das disparidades raciais e de gênero”, disse Johannes Zutt, diretor do Banco Mundial para o Brasil. “Nossas atividades se concentrarão na promoção do aumento da produtividade e do emprego, na inclusão das populações pobres e desfavorecidas e numa economia mais verde e menos vulnerável aos choques climáticos.”

A estratégia pretende aumentar a produtividade no Brasil, enfrentando obstáculos que, há muito, impedem o desenvolvimento de uma economia mais competitiva. Isso envolve ações voltadas a reduzir o custo de fazer negócios no país, expandir o acesso ao financiamento, impulsionar o capital humano e promover inovação e infraestruturas modernas (especialmente nos segmentos digital, logístico e de transportes). Também ajudará a atrair investimento privado em todas essas frentes.

“A mobilização de capital privado está no centro de nosso plano estratégico no Brasil”, afirmou Manuel Reyes-Retana, diretor regional da IFC para o Brasil, o Equador, o Peru, a Bolívia e o Cone Sul. “Para garantir um desenvolvimento sustentável e inclusivo, o setor privado tem um papel fundamental a desempenhar, com foco num modelo de crescimento voltado para a produtividade, ao mesmo tempo que promove a inovação e ajuda o país a reduzir suas emissões. O Grupo Banco Mundial apoiará a expansão do financiamento sustentável e o desenvolvimento dos mercados de capitais para canalizar investimentos em setores essenciais visando apoiar o país em sua estratégia de adaptação e mitigação climáticas.”

Para promover a inclusão, a estratégia apoiará políticas que ajudem os mais pobres a alcançar mais oportunidades econômicas, melhorando seu acesso à educação de alta qualidade, serviços de saúde, água e saneamento e serviços digitais, bem como promovendo a regulamentação fundiária em zonas rurais. O Grupo Banco Mundial também apoiará soluções financeiras para micro, pequenas e médias empresas de propriedade de mulheres, com foco adicional em empresas carentes das regiões norte e nordeste do Brasil.

A sustentabilidade é um objetivo central da nova estratégia, que visa ajudar o Brasil a realizar seu potencial como líder climático global. A estratégia tem um foco importante no apoio a políticas e projetos que visem expandir a matriz energética limpa do Brasil e ajudar os produtores rurais a resistir aos impactos das mudanças climáticas, garantindo, ao mesmo tempo, sustentabilidade e segurança alimentar. Ademais, a estratégia busca ajudar as indústrias e as cidades a reduzir suas emissões de carbono, impedir o desmatamento ilegal, melhorar a gestão dos recursos naturais, criar taxonomias e mobilizar o financiamento climático, por meio, por exemplo, de títulos verdes e azuis e de instrumentos vinculados à sustentabilidade.

Parcerias fortes e inovadoras são essenciais para apoiar o Brasil em seus esforços contra o desmatamento, avançar nas iniciativas de bioeconomia e promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia. A estratégia intensifica os esforços existentes, como, por exemplo, o Memorando de Entendimento com o BID assinado em agosto de 2023 e os debates com o BNDES para apoiar a implementação do Fundo Clima. Também prevê engajamento com novos parceiros, como a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), e vários bancos e entidades brasileiras, como a Embrapa. Além disso, a IFC e o BID Invest lançaram a Rede Financeira para a Amazônia durante a COP28, juntamente com 24 signatários fundadores, para mobilizar capital, compartilhar conhecimentos sobre soluções de financiamento inovadoras e criar sinergias com o setor público para gerar oportunidades de emprego por meio de micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) na Amazônia.

O novo plano foi elaborado em conjunto pelas instituições do Grupo Banco Mundial presentes no país: o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), a International Finance Corporation (IFC) e a Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA). Ele conta com o apoio do governo brasileiro, representado pelo Ministério da Fazenda e pelo Ministério do Planejamento e Orçamento, e foi desenvolvido em consulta com representantes de estados e municípios, do setor privado, do setor acadêmico, da sociedade civil, de povos indígenas e de grupos de afro-brasileiros, além de outros parceiros de desenvolvimento.

Durante o período da nova estratégia, a expectativa é que os empréstimos do BIRD atinjam uma média de cerca de US$ 2 bilhões ao ano, e que o financiamento da IFC exceda US$ 5 bilhões ao ano, incluindo recursos próprios e mobilização de recursos de terceiros. As garantias da MIGA também devem aumentar.

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