sábado, maio 25, 2024

IBGC lança pesquisa sobre diversidade de gênero e raça nas empresas de capital aberto do Brasil

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Depois de três edições da publicação “Análise da participação das mulheres em conselhos e diretorias das empresas de capital aberto”, o IBGC lança em 2024 a pesquisa “Análise da diversidade de gênero e raça de administradores e empregados das empresas de capital aberto”. Consolida, assim, uma ampliação no escopo do estudo, que agora passa a conter também dados sobre raça e informações sobre os empregados das empresas de capital aberto, além das informações sobre órgãos da gestão (conselhos de administração, conselhos fiscais e diretorias). Essa abordagem mais ampla só foi possível a partir da exigência de divulgação de dados de gênero e raça para os administradores e empregados de companhias listadas em bolsa, por meio da Resolução nº 59/2021 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
 

Nessa primeira edição com escopo ampliado, é possível observar expressiva concentração de profissionais brancos nos cargos em órgãos de administração, representando 81,1% da amostra, que contempla 5.961 cargos declarados na base de dados da CVM. Em seguida, estão os pardos, com apenas 3,2% de representação, e os declarados amarelos, que correspondem a 1,8%. A categoria “outros” contempla 1,9%. Pretos e indígenas não atingem 1% e outros 11,5% não responderam.
 

Dessa forma, nesse primeiro recorte de raça, é possível observar que pretos, pardos, amarelos e indígenas correspondem a menos de 10% dos profissionais nos cargos na administração das organizações. “Com isso, é necessária a reflexão, por parte das empresas, sobre o desenvolvimento de práticas para a promoção de diversidade”, afirma Luiz Martha, gerente de Pesquisa e Conteúdo do IBGC.
 

Diversidade de gênero e raça

A pesquisa de 2024 também apresenta novos números da diversidade de gênero nas empresas, mostrando que a evolução tem sido lenta nos últimos anos, continuando modesta a participação feminina em cargos de administração. Das 394 empresas analisadas, 82,7% têm alguma mulher atuando em órgãos de gestão. No levantamento anterior, de 2022, eram 82,5%. Com relação aos 6.323 postos de liderança analisados, apenas 15,8% são ocupados por mulheres, ante 15,2% na última edição do estudo. Já no contexto geral dos 3.231.643 colaboradores nas organizações abrangidas, há maior representatividade feminina do que nos conselhos e diretorias: 37,9%.
 

“É preciso criar e manter metas e métricas para que tenhamos um avanço mais expressivo”, pondera Luiz. “Afinal, a diversidade é cada vez mais importante para o êxito dos negócios – o posicionamento de diversidade e inclusão do IBGC reforça que um conselho de administração com perfis diversificados proporciona uma pluralidade de argumentos e consolida uma tomada de decisão com mais segurança e qualidade, além de impulsionar a inovação”. 

Destaques do levantamento de gênero:

  • Foram analisadas 394 empresas, com 5.149 profissionais (805 mulheres e 4.344 homens), em 6.323 posições em conselhos de administração, conselhos fiscais e diretorias.
  • 326 empresas (82,7%) têm alguma mulher em órgãos da administração.
  • 264 empresas (67,0%) têm mulheres atuando no conselho de administração.
  • 167 empresas (42,4%) têm mulheres atuando apenas na diretoria.
  • 127 empresas (32,2%) têm mulheres atuando no conselho fiscal.
  • 14 empresas (3,5%) têm mulheres atuando no conselho de administração e na diretoria concomitantemente܂68 empresas (17,3%) não têm nenhuma mulher em nenhum dos órgãos da administração.

Destaques do levantamento de raça:

  • Dos 5.961 cargos declarados na base de dados da CVM, há uma expressiva concentração de profissionais brancos em cargos de administração: 81,1% da amostra.
  • O Novo Mercado apresenta a maior proporção de administradores brancos (82,4%), enquanto o segmento Básico, que tem 78,4% de administradores brancos, é o que reúne a maior representação de pretos (0,9%), pardos (4,4%) e amarelos (2,1%).
  • Em se tratando especificamente de conselheiros de administração, dentre os respondentes, 82,8% são brancos, 2,1% são pardos e 1,8% são amarelos, enquanto pretos representam menos de 1% (0,67%, especificamente).

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