quarta-feira, maio 22, 2024

Focado no combate ao desperdício de alimentos, Mercado Único conclui rodada de captação de investimentos

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O Mercado Único recebeu o aporte de investidores estratégicos em sua rodada Pré-Seed, dentre eles está uma das principais aceleradoras do mundo, a americana TechStars, que conta com um portfólio superior a U$ 100 bilhões. O Mercado Único foi a única empresa brasileira selecionada para o atual programa de aceleração que acontece em Los Angeles e é financiado pelo renomado banco JP Morgan. 

A rodada também contou com a aceleradora brasileira Strive, fundada por Tiago Gali, co-fundador do C6 Bank, e por Eduardo Casarini, fundador da Flores Online (adquirida pela companhia listada na Nasdaq, 1-800flowers.com). Bem como, investidores anjos relevantes também participaram, como Paulo Pellon, atual Vice-Presidente (VP) de Supply-Chain Transformation da Kraft Heinz e ex-VP de Supply Chain da AB Inbev. Marcel Abe, atual Managing Director do fundo Tivio Capital, e ex-VP do Bank of America. E Victor Favaro, Head Latam da multinacional Holandesa Agiboo. 

Os fundadores do Mercado Único, Leonardo Mencarini (CEO) e Lucas Rolim (CTO) (foto) conheceram-se em 2022, na Universidade de Stanford, na Califórnia, quando cursaram juntos um programa de Educação Executiva. Leonardo é formado em Direito, com MBA pela FGV. Anteriormente, fundou e foi CEO da marca de vinhos Veroni, vendendo a empresa em novembro de 2021. Lucas é graduado e mestre em engenharia da computação pela UFRJ, com especialização na área de dados e Inteligência Artificial. Rolim teve passagens pelo CERN (Centro de Pesquisa Nuclear Europeu) e ocupou cargos de diretoria em relevantes companhias de tecnologia no Brasil. 

De acordo com Leonardo Mencarini: “Ainda mais importante do que a entrada de capital, é poder contar com investidores qualificados que irão contribuir para o aprimoramento e expansão do Mercado Único. Nosso foco é ser uma solução completa para a indústria no que tange ao excedente de inventário. Auxiliando na estratégia de precificação, previsão de demanda e comercialização das mercadorias.”

A ONU estima que aproximadamente 10% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE) estão associadas a alimentos que não são consumidos. Além disso, a estimativa anual de desperdício alimentício no Brasil gira em torno de 41 milhões de toneladas, de acordo com o World Resources Institute (WRI). 

“Todos os modelos estatísticos para planejamento de estoque tem uma margem de erro. Especialmente na indústria de alimentos, esse número pode variar de 2% a 8%, representando bilhões de reais em prejuízo. Muitas vezes, essa situação é inesperada pela indústria e os itens são de difícil absorção pelos canais tradicionais”, comenta Lucas Rolim. 

Outro aspecto relevante da solução é possibilitar a experimentação de itens mais premium, muitas vezes inacessíveis para a população de baixa renda. Os produtos são comercializados com descontos para o mercado, apresentando preços mais baixos nas gôndolas, facilitando a compra desses itens pelas classes menos favorecidas. Gerar a experimentação é interessante para todos, a indústria desbloqueia um novo consumidor que pode tornar-se um cliente recorrente, o mercado gera receita através da venda do produto e o cliente final tem acesso a itens de qualidade com preços mais atrativos.”

O Mercado Único já atua com algumas das maiores indústrias de alimentos do Brasil e já conta com centenas de compradores cadastrados nas regiões do DF, GO, SP, RJ e em expansão para a região Sul. A projeção para 2024 é salvar 600 mil quilos de alimentos. Já em 2025, a meta é intermediar R$ 50 milhões em vendas. 

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