quarta-feira, maio 22, 2024

Franquia de economia circular Peça Rara tem receita de R$ 156 milhões e cresce 65% em faturamento em 2023

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O Peça Rara Brechó, rede de franquias de economia circular, apresentou um crescimento de 65% no faturamento, alcançando R$ 156 milhões em receita em 2023, desempenho superior ao mercado de franquias (13,8%) e ao segmento de moda (12,2% no faturamento e 4,1% em unidades), dados da Associação Brasileira de Franchising – ABF. A marca encerrou 2023 com 154 lojas comercializadas.

Em 2023 foram comercializadas 2,7 milhões de peças, ressignificando seu uso.  Atualmente, a franquia conta com mais de 250 mil fornecedores ativos (clientes que revendem seus itens na rede) e 4 milhões de peças cadastradas, sendo uma das principais marcas no segmento de uso de segunda mão no Brasil.

“O consumidor está se interessando mais pela preservação do planeta, e com isso, o propósito da marca se torna cada vez mais importante na decisão de compra”, anuncia Bruna Vasconi, CEO e fundadora do Peça Rara Brechó. “Acreditamos em um novo estilo de vida, por meio de uma sociedade comprometida com a sustentabilidade e a responsabilidade social, ao incentivar a reutilização de peças e a redução do descarte de mercadorias, proposta que também vem atraindo muitos candidatos a franqueado”, completa.

Bruna Vasconi. José Carlos Semenzato e Deborah Secco Divulgação Peça Rara Brechó

Neste ano, o Peça Rara planeja manter o ritmo de expansão e fechar o ano com 300 lojas comercializadas e pelo menos 180 unidades em operação. O faturamento deve alcançar R$ 300 milhões, dobro da receita de 2023. A prioridade é ampliar o número de lojas no interior das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, em cidades com mais de 100 mil habitantes e nas principais capitais.

Ao se tornarem sócios do Peça Rara, o empresário José Carlos Semenzato, do Grupo SMZTO e a atriz Deborah Secco foram atraídos pelo potencial de crescimento do segmento e pela proposta da marca. A rede de franquias busca parceiros que se identifiquem com a proposta de economia circular e consumo consciente da marca.

Mercado

A indústria da moda é uma das mais poluidoras do planeta – responde por 4% das emissões globais de gases de efeito estufa e gasta 93 bilhões de metros cúbicos de água por ano, segundo o relatório Fashion on Climate, da Global Fashion Agenda.

Atualmente, menos de 1% das roupas fabricadas no mundo são recicladas e 12% dos resíduos têxteis são transformados em peças de valor menor. Ao considerar a produção de 100 bilhões de itens por ano, se não forem doados ou ressignificados, 87% serão enviados a aterros sanitários, de acordo com a Fundação Ellen MacArthur.

Segundo o ThredUp 2023 Resale Report, estima-se que o mercado global de vestuário segunda mão cresça 3 vezes mais rápido que o mercado de vestuário em geral. Até 2027 é previsto que o segmento dobre de tamanho e alcance U$S 350 bilhões. Já a consultoria Accenture projeta que a economia circular pode movimentar US$ 4,5 trilhões (cerca de R$ 22 trilhões) até 2030 e gerar 4,8 milhões de empregos na América Latina e Caribe.

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