sexta-feira, maio 17, 2024

No Mês da Mulher, Plure e Gupy lançam Guia sobre equidade de gênero nas empresas

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Um relatório da Organização Internacional do Trabalho identificou desigualdades de gênero nas condições e acesso ao emprego. Em 2022, 15% das mulheres em idade produtiva que procuravam trabalho não conseguiram. Esse índice cai para 10,5% tratando-se dos homens. Em vista disso, tem sido cada vez mais importante desenvolver estratégias de atração e retenção destinadas ao público feminino.

Mesmo com as mulheres apresentando qualificações mais elevadas, a disparidade de gênero persiste e vai do processo de recrutamento e seleção até as posições de liderança nas empresas. Estereótipos de gênero, vieses inconscientes e a falta de igualdade de oportunidades são barreiras enfrentadas pelas profissionais todos os dias.  No Dia da Mulher, por exemplo, há algo que sempre se repete: empresas utilizam a data de forma inadequada em suas ações, reforçando preconceitos e estereótipos.

Com o intuito de ajudar as organizações a pensarem estratégias internas e externas mais assertivas e contribuírem de fato com a equidade de gênero, a Plure e a a Gupy se uniram para lançar um material online e gratuito para auxiliar as empresas na jornada pela equidade de gênero. “O guia foi criado para lideranças e profissionais de recursos humanos que querem entender a equidade de gênero, levar esse assunto de modo estratégico e ter dados e ferramentas para implementá-lo dentro da empresa.”, ressalta Jhenyffer Coutinho, CEO da Plure, primeira plataforma brasileira de vagas exclusivas para mulheres.

“O tema equidade de gênero tem avançado, os debates e iniciativas têm se ampliado, mas ainda há muito o que aprender. Algumas empresas costumam relacionar equidade de gênero com viés de marketing ou relações públicas, o que pode resultar em ações superficiais. As organizações precisam demonstrar um compromisso genuíno com a diversidade e a inclusão em suas operações internas. Se não houver uma cultura interna inclusiva bem trabalhada, as consequências podem ser excludentes ao invés de acolhedoras,” alerta Jheny.

Equidade de gênero: benefício para empregadores e colaboradores

Estabelecer a diversidade e a equidade desde o processo de recrutamento e seleção promove vários benefícios tanto para o empregador quanto para o futuro colaborador. Ao adotar práticas inclusivas, as empresas ampliam significativamente as chances de conquistarem profissionais talentosos.

“Como uma empresa fundada por mulheres, sentimos o impacto da desigualdade de gênero desde o início da nossa trajetória, e essa sensibilidade faz parte do nosso dia-a-dia, desde o desenvolvimento dos nossos produtos até a nossa própria estratégia de gente e gestão. Para nós, fazer parte de iniciativas como esta é,  além de uma forma de levar informação ao mercado, um convite ao diálogo e à reflexão por parte de lideranças e empresas, porque não há mudança sem o reconhecimento de desafios. Na Gupy, temos eu como CEO, uma COO e uma CTO mulheres, e mais de 50% dos cargos da empresa ocupados por mulheres. Isso foi uma premissa para a construção do nosso negócio, mas exige dedicação.. Equidade é um esforço contínuo, e queremos passar as mensagens do guia e engajar nossos clientes e parceiros”, afirma Mariana Dias, CEO e cofundadora da Gupy.

Além disso, a promoção da diversidade e equidade contribui para uma cultura organizacional permeada por diferentes perspectivas, o que também incentiva a criatividade e a resolução de problemas de maneira inteligente e integrada.

“A manutenção dessas práticas no cotidiano de trabalho gera um ambiente mais saudável e produtivo para todos os profissionais, não só para as mulheres. Colaboradores que se sentem respeitados e reconhecidos por suas habilidades, independentemente de gênero, etnia, ou outras características, tendem a ser mais engajados e comprometidos com os objetivos da empresa. Essa sinergia entre empregador e colaborador fortalece a reputação da organização e impulsiona a inovação e o desempenho”, explica a CEO da Plure, Jhenyffer Coutinho.

Como implementar uma cultura baseada na equidade de gênero?

1. Empodere mulheres no ambiente corporativo

Ao incentivar as mulheres a expressarem suas ideias e opiniões, a empresa retém talentos e promove um ambiente mais inovador e produtivo. O objetivo do RH é criar um espaço em que as colaboradoras, sejam cis ou trans, se sintam confiantes e engajadas. Para isso, sua organização pode realizar rodas de conversa exclusivas, fomentando a escuta sem julgamentos. Isso não só fortalece o senso de pertencimento, mas também contribui para o employer branding da empresa.

2. Sensibilize as lideranças para a equidade de gênero

Para implementar iniciativas de diversidade e equidade, é crucial sensibilizar todas as lideranças, independentemente do gênero. Uma abordagem ideal envolve educar sem culpabilizar, esclarecendo equívocos e apresentando exemplos de organizações bem-sucedidas nesse aspecto.

3. Promova ações sociais que impactem mulheres

Uma maneira tangível de promover diversidade e inclusão é por meio de ações sociais com foco nas mulheres, especialmente naquelas em situação de vulnerabilidade social. Um exemplo prático é proporcionar conhecimento que conceda autonomia, como programas de suporte a mulheres desempregadas. Além de cumprir metas ESG, essas ações reforçam o employer branding, destacando a empresa como socialmente responsável.

“O Dia da Mulher deve representar um momento de reflexão e ação. Ao reconhecermos não apenas as conquistas, mas também os desafios enfrentados pelas mulheres, fortalecemos laços e abrimos portas para uma mudança real. É um convite para todos nós, mulheres e homens, colaboradores e líderes, a unir forças na construção de um ambiente mais inclusivo e igualitário. Afinal, quando investimos no empoderamento feminino, colhemos benefícios como indivíduos e também como organizações que valorizam a diversidade, a inovação e o progresso coletivo”, destaca Jhenny.

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