quarta-feira, maio 22, 2024

Tecnologia de scan é utilizada em projeto que estuda solo da floresta amazônica

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De acordo com uma pesquisa do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgada em outubro de 2023 na revista Science, estima-se que existam entre 10 mil e 23 mil estruturas que indicam presença humana há mais de 1.500 anos na região amazônica. Os pesquisadores encontraram 24 estruturas, chamadas de geoglifos, até então, em uma área que corresponde a apenas 0,08% do território total da floresta. Isso foi possível graças a uma tecnologia que analisa o solo sem a necessidade de desmatar a área.

Segundo Rogério Neves, CEO da CPE Tecnologia, empresa que atua no mercado de soluções para geotecnologia, equipamentos que possuem a tecnologia LiDAR são utilizados em vários outros setores além da exploração, sendo uma importante ferramenta para monitorar grandes áreas e prevenir, por exemplo, ações de desmatamento ilegal ou garimpo.

“É possível criar modelos em 3D do terreno, mesmo em locais densos, normalmente de difícil leitura dos aparelhos, o que torna essa tecnologia essencial no mapeamento de regiões difíceis de explorar. Isso porque lasers scanners com o LiDAR são acoplados em drones e/ou pequenos aviões controlados remotamente, projetando feixes de laser que mapeiam com auxílio de satélites a floresta”, diz.

Neves comenta ainda que “cada vez mais se faz necessário o uso de recursos que apoiem a exploração, como no caso dos vestígios da antiga civilização, mas também as atividades essenciais, como monitoramento e segurança, por exemplo.

“O Brasil possui forte demanda por ferramentas de última geração para fazer leitura e mapeamento de terrenos, por isso são feitos investimentos pesados para o aprimoramento dessas tecnologias. O que notamos ao longo do tempo é que esses recursos tornam o trabalho mais ágil, preciso e eficiente”, completa.

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